Doença de Parkinson

Nem todo Tremor é Parkinson
Doença de Parkinson. Se meus pais tem, eu poderei ter? Há prevenção?
Doença de Parkinson tem cura?

Doença de Parkinson

Nosso cérebro possui uma pequena e importante porção em seu interior chamadas gânglios da base, que são responsáveis por modular e ajustar os movimentos do nosso corpo, em especial nos permitindo a realização de movimentos minuciosos e finos como por exemplo traçar um desenho, ajustar a força para acertar a cesta em uma partida de basquete ou apertar um parafuso com uma chave de fenda. Acontece que algumas pessoas podem ter em algum momento da vida o comprometimento justamente dessa área do cérebro, mais especificamente da Subtância Nigra, um integrante dos gânglios da base (ocorre perda dos neurônios que são as células do nosso cérebro justamente da substância Nigra) levando a Doença de Parkinson. O mais conhecido sintoma dessa doença é o TREMOR, entretanto há muitas outras manifestações que ocorrem com o decorrer do tempo. Segue cinco curiosidades sobre o assunto:

1- Nem todo tremor é Doença de Parkinson

Há diversas condições que levam as pessoas a tremerem. Podemos citar como exemplo a ansiedade e nervosismo (um dos principais motivos de tremores), distúrbios dos hormônios da tireóide, uso de algumas medicações ou drogas de abuso como a cocaína por exemplo e o Tremor Fisiológico Exacerbado e o Tremor Essencial que são condições neurológicas importantes de se diferenciar da Doença de Parkinson. Pelas características do tremor (frequência, localização, padrão, se é igual de ambos lados do corpo ou diferente, se é pior no repouso ou quando se assume uma posição com os membros, se piora ou não ao levar o membro a um objeto, etc, etc) o neurologista é capaz de diferenciar o tremor que aflige aquela pessoa.

2- Na Doença de Parkinson, além do tremor, a pessoa apresenta outros 2 sintomas clássicos

Aa rigidez (o corpo fica endurecido como se as juntas estivessem enferrujadas fazendo com que a pessoa apresente movimentos que as vezes lembram a de um robô) e a bradicinesia que pode ser entendida como uma lentificação dos movimentos (os movimentos são lentos e a pessoa percebe uma extrema dificuldade de iniciar o movimento, o que a incomoda bastante, até mais que o tremor). Problema é que esses sintomas no início podem ser imperceptíveis a pessoa acometida, somente surgindo o incômodo com a evolução da doença. Pode ainda ter diversos outros sintomas como a perda da mímica facial (o rosto fica sem expressão, com aspecto de impassibilidade), dificuldade de andar (perde movimentos dos braços ao caminhar, os passos vão ficando curtos e ocorre muito desequilíbrio), hipotensão ao se levantar rapidamente, dificuldade de sono, alterações do humor, entre outros.

3- Uma grande parte de quem tem Doença de Parkinson pode não sentir muito bem os cheiros das coisas

A perda do olfato ocorre em uma grande quantidade de pessoas acometidas pela doença, e essa perda pode até mesmo aparecer anos antes do tremor e dos outros sintomas, ou seja, ser o primeiro sintoma da Doença de Parkinson.

4- Não existe um exame específico para a Doença de Parkinson

O diagnóstico da doença é feito pela avaliação do neurologista que através da história da instalação dos sintomas e de um exame neurológico pormenorizado realizado no consultório consegue chegar ao diagnóstico definitivo. O neurologista é insubstituível nessa tarefa. Alguns exames são solicitados para na verdade afastar outras doenças que podem mimetizar a Doença de Parkinson. Na atualidade, está disponível o doppler dos gânglios da base o qual pode auxiliar no diagnóstico em algumas situações selecionadas.

5- A Doença de Parkinson não tem cura até o momento

Infelizmente ainda não se descobriu uma maneira de evitar que os neurônios de nossa Substância Nigra morram antes do tempo nem maneiras de fazer com que essas células nasçam novamente após sua morte. A ciência busca sem descanso essa solução. Entretanto, temos um grande número de medicações que conseguem combater e minimizar grande parte dos sintomas da doença proporcionando qualidade de vida a pessoa que sofre da doença. Com as medicações certas e fisioterapia constante a pessoa consegue protelar o avanço dos sintomas da doença e garantir muitos anos sem prejuízo de suas funções do dia a dia. Também existem cirurgias que em alguns casos ajudam no tratamento. Vale a ressalva que a cirurgia não substitui os medicamentos (mesmo quem faz a cirurgia precisa continuar com as medicações) nem cura a doença, porém pode ser uma boa alternativa em alguns casos que apresentam piores resultados com os remédios. E obviamente que é comum que o emocional fique bastante conturbado no contexto da doença em razão a ela própria ou as repercussões que o diagnóstico podem trazer na vida pessoal e profissional. Atenção especial deve ser dada a essa parte. Terapia Cognitivo Comportamental é bastante útil e auxilia muito a pessoa a lidar com tudo que se passa no decorrer da doença. Algumas vezes, medicação voltada a parte emocional fragilizada também se faz necessário. Não resta dúvidas que uma vida saudável com espaço para relaxamento, entretenimento, hobbies e boa alimentação é extremamente recomendada para o tratamento da doença.

A intenção desse artigo foi proporcionar algumas informações básicas sobre a Doença de Parkinson. Vale a busca a um neurologista caso tenha se identificado em alguns dos sintomas referidos nesse artigo.

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